Ah mas eu vou contar que eu tive lá pelo Pará..
No Tucupi desci a mão, mas não quis saber do Tacacá.
Em Benevides fui no Casarão da finada Santa Paula, passei pelo Bar do Ceará e dobrei no Raio de Luz. Conheci um cara chamado Sol e com sua filha Eva me pintei de índia.
Uma cidade sem Coca-cola, mas com Igreja Universal. Tomei um Fly com gosto de cachaça. Da feijoada comi apenas o feijão e o porco morto com certeza teve uma vida muito feliz. As formigas me ignoraram e eu me encantei com uma galinha de botas.
Em Belém ouvi uma paraibana falar de Paulo Freire e educação popular, questionei a ligação entre educação e regulação.
Diretrizes, PPP, ênfases, crises...Ouvi que ser crítico é muitas vezes sinônimo de ser chato. Concordei. Um cearense baixinho e invocado falou que na universidade se aprende a ficar calado.
Falamos sobre saúde pública e compramos ervas no Ver o Peso. Bebemos num bar onde moças de família não bebem e me protegi da chuva lá, numa casinha sem janelas.
Saudação Ananindeua.
Fomos pra Icoaraci com meu amigo, um ex hippie que ainda ta nos anos 70.
Do tecno-brega por algum tempo conseguimos fugir.
Então vamos lá falar sobre direitos humanos, diversidade sexual e homofobia..Me diz o que você faz com a faca, afia ou enfia?
Da Chiquita eu quero ser filha!
Saúde mental, luta antimanicomial...Conheci um tripolar que não gosta de aviões.
Com o frentista fiz amizade em Mosqueiro, comi a melhor tapioca que já provei até hoje, virei o Taz.
Deixei as máscaras e auto-repressões em casa, ouvi de uma carioca que sou carismática.
Cuidado com o uso insustentável dos meios de sustentação da vida.
Em "Vai quem quer" fui uma estrela do mar, um peixe palhaço e um mandão num “mar de água doce”.
Lembrei do meu avô, fiz amizade com um vira-lata e a ele dei o nome de Kelvin.
O carioca foi confundido com baiano, o paulista era gente boa porque morava no Rio, vi o Catatau e cantei Belchior.
Quem lida com a saúde mental de quem lida com a saúde dos outros?
Vi um filhote de tigre, macacos engraçados, com a políciapeguei carona, andei num pau de arara puxado por um trator, num barco onde não podia fumar enlouqueci, em rodas de conversa se fui tímida um dia me esqueci.
Fui numa festa ao avesso, onde a Pícara Sonhadora parecia a Pokahontas e na água a Juma Marruá. Mas quem ganhou o concurso foi minha amiga Consuelo, com quem fiz uma paródia de uma música da Lady Gaga (a gata ta mesmo em todo lugar).
No rio não podia pular, a Denise não jogava ponta de cigarro no chão, minha barraca alagou e passei a ter uma banheira de hidromassagem, dormi numa sala com mais 20 pessoas e lá fedia a cachaça com mau-hálito, peguei no sono enquanto ouvia um sexo selvagem.
Conheci muita gente e um pouco mais a mim mesma.
Voltei pra Fortaleza pensando que tudo ia estar do mesmo jeito, mas ta tudo diferente.
E só foram dez dias né?!
ResponderExcluircompartilho, participo e admiro teu devir!
E foi lindo está em cada lembrança dessa viagem..
e pra não dizer que não falei do brega:
"tudo isso e muito mais você só vai encontrar no Pará"
arrasou!!!! eu quero ingresso gratis daqui uns 5 anos! rsrs
ResponderExcluirMARRRR RAPAZZZZZZ
ResponderExcluirEU RIII VIU UAHUAHAUHAUHAUHAUHA
imaginando tu passando por todas essas situaçoes... KKKKKKKKKKKKKKK caralhooo que paradise que tu discrevestesss minina!!! oww como queria ter ido, como queria!! "minha barraca alagou e passei a ter uma banheira de hidromassagem" TEM PREÇO NAO VIU auhauhauhauhuah... ameeeeeeeei!!! foi mais que mais neh :D e as fotos entaoooo.. precisa de mais nada :D
PS: preciso da um jeito nesse meu preconceito viuuuu.. e proximas ferias.. ACRE!
ResponderExcluirauhauauhau :D